O que a traça não corrói

Salve a Pátria amada Brasil, nesta comemoração do aniversário da Independência!

Eu venho escrevendo e parece que estou rodando em círculos.

A história não se repetirá, mas o tempo e os fatos ocorridos marcam nossas vidas e nem sempre aprendemos o que deveríamos.

São muitas idéias que vêm me tomando a atenção como Espírito.

“-Dom Hélder, no plano espiritual também se tem minhocas na cabeça? Fervilham pensamentos e planos?”

“-Digo que há minhocas e caraminholas nas cabeças e taças a corroer o mais duro linho.”

Amigos, a arte como a vida pedem que nos atenhamos ao essencial. A Esperança e a Paz para mim são temas que não posso deixar de dedicar refinado esmero em refletir e praticar.

Como aqueles monges que dedicam o tempo precioso de uma festa religiosa a colocar toda sua arte em fazer mandalas de areia. E, depois , tudo se desmancha com o ar.

Mas, a experiência, a devoção, a atenção e o ser estão mais fortalecidos.

Sim! Somos capazes de fazer muitas e belas coisas.

Se fico aqui pensando e refletindo, não deixo de agir proficuamente.

Ah! Quero contar agora a história da Traça Manuela que queria ser piloto de avião.

Manuela ficara agitada sempre que o capitão fazia a faxina em seu armário de fardas.

Ele ficava a borrifar essência de plantas aromáticas para afugentar as traças que roíam seu uniforme militar.

Como o sonho deste animalzinho estranho era voar pelo céu azul, Manuela teve a idéia de se esconder no traje de gala, dedicado a momentos especiais.

E qual não foi a sua alegria quando se deparou com a aeronave que povoava seus pensamentos  de traça sonhadora.

“-Olha, é aqui neste avião que os homens voam nos céus!” – Manuela viu que seu Capitão subia num destes aviões e tomou os céus a fazer lindas piruetas e desenhos com um tipo de fumaça que saía das naves e pareciam estar escrevendo no céu.

A nossa traça amiga não voou com seu Capitão, mas realizou  um sonho diferente do que ela idealizara.

Agora era uma traça que viu o lindo manto azul do céu bordado pelas mãos humanas.

Foram os desenhos esvaecendo aos poucos, a roupa do Capitão ficou carcomida, a traça um dia retornou para a transformação natural de todo ser vivente , mas esta história ficará eternizada para os que dela fizeram parte.

Paz!

Helder Camara

 

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