Um diamante

A paz a todos os corações.

Hoje com o coração em festa por celebrar o aniversário de vários amigos de longa data.

Sempre gostei de festa. E a de aniversário se torna especial ainda mais em tempo de feriado nacional. Logo vamos festejar o dia do mestre. Coincidindo com a data em que lembramos da Doutora da Igreja Teresa de Ávila.

Desde há muitos séculos esta mulher anda reformando tanto o plano cognitivo, religiosos, empreendedor, literário, espiritual.

Aos que criticam a tomada de decisões de Assembléias, sugiro a leitura do “Castelo  Interior ou o Livro das Moradas”.

Tomando o nosso ser como um Castelo, onde moraria o Senhor de Nossas Vidas. Onde gostaríamos que Ele entabulasse conversação conosco? No alpendre em pé, à entrada do portão? No salão principal como visita para um cafezinho? Na cozinha entre panelas? Ou no quarto nupcial onde os corações se entendem em silêncio?

Em todo lugar a presença de Jesus é preciosa. Mas a intimidade com o Amado de nossas vidas não é tecida em minutos isolados e esporádicos.

É como uma relação entre esposos. Leva algum tempo para que duas pessoas que se conhecem tomem decisão de se casarem.

Um diamante precioso é o ambiente onde moram e convivem os esposos. Para se chegar a construir um castelo, imaginem o tempo  e o esforço necessário de uma turma imensa de pessoas. Bem como de material.

Hoje destaco a questão da água para uma habitação. O que seria dum castelo medieval sem o famoso fosso. Aquele tanque que rodeia a construção e antecede a parede grossa do muro de pedra. Lá são colocadas feras medonhas que guardam os habitantes que estão no interior. Para saída e entrada a ponte levadiça. Esta água é turva e impõe temor e distância.

Outra água querida e necessária é o poço que vemos desde sempre ser o centro dum pátio. Lá, os moradores se abastecem do precioso líquido tomando da fonte e acondicionando a água em baldes. Aí também há temor porque não se sabe como é o fundo do poço, nem se sonha em explorá-lo porque escuro e de difícil acesso.

Os que residem fora do castelo e têm suas plantações e outras atividades agrícolas contam com a água do rio ou riacho. Este, logo direi umas palavras. Mas, onde quero chegar é a presença de Espírito de Nossa Mestre Teresa quando relata em seus escritos, que chegam a nós por meio de diligentes discípulos; que é importante deixar chover.

Como?! Chove ou não chove! O que diria alguém que a escutasse assim proclamar:

“- Deixa chover”.

A chuva, esta dádiva gratuita é para muitos bênção, para outros que vêem seus bens tomados pela fúria das águas torrenciais  é uma desolação tão grande quanto uma seca prolongada.

Deixar chover é igual a deixar ser como é. Nem melhor nem pior. Deus o quis, assim foi feito! diria Jó. Nós e Teresa – que não temos a paciência de Jó, gostaríamos de apressar a nossa caminhada em direção ao Matrimônio Espiritual.

Muitos constroem fossos de divisão e afastamento. Outros constroem poços a drenar as fontes. Outros, ainda desviam os rios e riachos a seu favor.

Muitos lançam substâncias na atmosfera para que o clima se transforme a seu bel prazer. Mas, a chuva; esta: só Deus.

Por isto diria a Peregrina Teresa : Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta!

Pudéssemos nós também assim dizermos convictos em todos os momentos. Naquelas horas em que são exigidas de nós o testemunho e a bravura de nos expor diante das pessoas sobre como somos e onde erramos.

Quanto é difícil iniciar a cada dia a busca de água para a nossa sede! Balde por balde!

Ou, então , ir ao riacho para lavar nossa roupa, piorar nossa língua de trapo com as maledicências enquanto se bate a roupa… Pescar um peixinho de água doce e temperá-lo com aquele sal especial.

Deixar chover sobre o campo, sobre o castelo, sobre o poço, sobre bons e maus da Terra.

A chuva, o sol, as estrelas são para todos.

Quem não a quer e quem a deseja receberão igualmente. Basta ver , perceber, sentir.

Os noivos no quarto nupcial festejam seu amor. Eles também dizem como Teresa, nossa Mestre, ensina:

“-Deixa chover”.

Paz!

Helder Camara

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